Olhar estrangeiro, olhar do descobrimento: a questão do outro em “Um moço muito branco”

Olhar estrangeiro, olhar do descobrimento: a questão do outro em “Um moço muito branco”

Emsaio publicado em Vínculos, periódico do Departamento de Comunicação e Letras, da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, v. 9, em 2009.

RESUMO: A imagem do estrangeiro possui papel fundamental na obra de João Guimarães Rosa, questão que pode ser problematizada na seguinte pergunta: de que modo o outro serve de mediador entre linguagens? Em “Um moço branco”, conto que integra o volume Primeiras estórias, a comarca de Serro Frio é abalada pelo surgimento de um rapaz “estrangeiro”, “filho de nenhum homem”. Sem memória, perdido o uso da fala, resta-lhe dar nomes ao mundo pelos olhos. Seu olhar, mirabilia, é milagre e miragem, tradutor do que não pode ser expresso em palavras. Como diante de um novo descobridor, um novo Colombo, o mapa de Serro Frio se torna itinerário para a leitura do maravilhoso. A hipótese deste trabalho é demonstrar como no microcosmo de uma comarca do interior mineiro, Guimarães Rosa reensaia o mito de descobrimento da América e, por conseguinte, da própria linguagem.

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