O pacto nas Veredas-Mortas: realidade poética e esforço de interpretação

O pacto nas Veredas-Mortas: realidade poética e esforço de interpretação

Ensaio publicado na revista Graphos, João Pessoa, edição especial, 2006.

Resumo: No universo plurissignificativo de Grande Sertão: Veredas, a força que move o pactário não é apenas a de um sujeito que, em nível semântico, procura a obtenção de um conhecimento ou a superação do humano. Riobaldo, questionando sobre a existência de Deus e do Diabo, faz dessa dúvida o seu gesto pactual. Sob esse aspecto, a aporia impossibilita qualquer resposta ou juízo. O pacto, desse modo , se configura como esforço tradutório. Esforço que procura um possível equilíbrio entre dois polos: o positivo e o negativo, ambos agenciadores que se expressam como linguagem. Na tentativa de encontrar Deus através do Diado, ou vice-versa, estabelece-se a ironia. O nada (nonada) é parodoxo por onde se tenta discutir o indiscutível. A “fala” do pactário atinge o limite do círculo hermenêutico para torcê-lo, torná-lo espiral. A possível tradução do pacto fáustico poderia ser travessia. A busca, veículo tradutório e ambivalente de um desejo indeterminado.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Ensaios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s